Além da adrenalina jun21

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Além da adrenalina

O surgimento dos motoclubes coincide com o fim da Segunda Guerra Mundial. E se engana quem pensa que seus fundadores pilotavam tanques e mergulhavam na lama com fuzis em punho. Surpreendentemente, eram os pilotos de caça que, nas horas vagas, escolhiam as duas rodas para relaxar. A hierarquia dos batalhões e o hábito de andarem com seus companheiros e exibirem o brasão do grupo foram levados aos “motorcycles”.

A despeito do comprometimento com que os membros de um moto clube encaram a entidade  e da seriedade do código que devem respeitar , a fama criada por alguns personagens do cinema, o poder das máquinas que pilotam e suas roupas imponentes com frequência os associam à agressividade. Porém, aqui, vários grupos mostram pertencer a um MC não se resume a fazer festas e excursões.

O maior moto clube nacional, o Abutre’s MC, percorre o país realizando ações solidárias – de Dia das Crianças à Campanha do Agasalho – e mantém parceria com mais de 10 organizações filantrópicas. Até mesmo certificado de Responsabilidade Social o MC já recebeu. Já o Motoclube de Petrópolis, fundado em 1947, criou o Dia do Motociclista Solidário junto com o Hemo-RIO e a AMO-RJ . Unidos com o Fúria Sobre Rodas MC e outros moto clubes, levaram uma caravana de 120 motociclistas para doarem medula óssea e conseguiram, além de 500 amostras de sangue, um volume de cadastro de doadores superior a 4 mil.

Exemplos de irmandades altruístas espalhadas pelo Brasil não faltam. Em boa parte dos sites oficiais há uma área mostrando fotos dessas campanhas tão benéficas. A solidariedade  típica do povo brasileiro não faltaria nos que usam as duas rodas com uma única finalidade: aproveitar a vida. Se, no início, moto clubes e guerra tinham alguma ligação, hoje estão em lados distintos. Prova de que as motocicletas não apenas trazem aventuras, mas também levam alegria a quem precisa.

 

Veja fotos das ações sociais:

Abutre’s MC

Motoclube de Petrópolis