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Motociclista

As mulheres conquistaram o direito de votar, lugar no mercado de trabalho e espaço nas ruas. Antes, associá-las à direção era motivo de piada, porém, hoje, é mais do que banal ver um carro sendo conduzido por uma motorista. E o mesmo vem ocorrendo no terreno das duas rodas.

Muitas vezes associado a um “Clube do Bolinha”, o mundo das motocicletas recebe cada vez mais adeptas em busca de liberdade, poder e velocidade. Dados de DETRANs espalhados pelo Brasil mostram que o número de mulheres pilotas não para de crescer, variando entre 20% e 35,7%.

Outra novidade que atesta esse fenômeno é o surgimento de motoclubes femininos, onde homem não entra. Dentre eles, são conhecidos os Garotas do Asfalto MC (São Paulo), Divas Insanas (Praia Grande), Bandidas Motoclube (Farroupilha), Medusa’s Trik Club (Curitiba). Conheça-os em http://motocombatom.com/motoclubes-femininos/

Se, hoje, a mulher realiza as mesmas atividades que os homens, qual problema pode surgir com uma mulher motociclista? Aos que apresentam o peso e a altura da moto como possíveis empecilhos à pilota, se esquecem de que existem homens baixos e franzinos que têm o mesmo problema com suas máquinas…em situações como essa, a diferença de gênero fica para trás.

É impossível fugir do discurso feminista ao defender as mulheres conduzindo suas motos. A capacidade de homens e mulheres são as mesmas e, quando ela veste o macacão e coloca o capacete, tanto faz se é “a” ou “o”. Ela torna-se apenas motociclista, assim mesmo, sem artigo. Mas de capacete rosa.